sexta-feira, 18 de junho de 2010

SUMI-E E A ARTE DE MINORU NAKAHISHI - DICÍPULO DIRETO DE MOKITI OKADA



É bem provável que você, caro leitor, ainda não viu uma exposição de Sumi-ê.
Sabe o que é Sumi-ê? Aquele tipo de pintura sobre papel que nós aqui no ocidente chamamos de aguada. É nos movimentos que o artista imprime ao pincel, que deixa; ali registrado todo seu estado de espírito e concentração para obter o resultado de uma arte simples e de conteúdo muito profundo.
Quando estamos diante do sensei Minoru Nakahashi, um artista de conhecimento da cultura oriental, reverendo e discípulo de Meishu-Sama ou Mokiti Okada, o fundador da religião messiânica. Aliás, foi por ideia dele que sensei Minoru veio para o nosso país iniciar a divulgação dessa filosofia aqui no Brasil.
Agora depois de muito pesquisar e esboçar um trabalho artístico, decidido e maduro, termina uma suíte de trabalhos dignos de serem expostos ao público.



 
Eu verifiquei as obras e todos os trabalhos, alguns em acrílico e outros em sumi, porem sobre tela, para pinturas, em acrílico e a óleo, tradicionais aqui no ocidente. É uma inovação, sem dúvida, mas que torna tudo muito prático, porque aqui no Brasil é tradicional e o mercado de arte pode absorver melhor sua proposta, exatamente pelo material.
O artista fez pesquisas com tinta acrílica, porem sobre tela, com a mesma movimentação do sumi-ê. O resultado não é o mesmo, mas devemos admitir que a estética é boa.


 
É habito mostrarem os instrumentos e tintas, carimbos, pedras de sumi, pincéis papeis para execução da proposta. Senhor Minoru me acompanhava e contou-me que até os carimbos são obras de arte, esculpidos em jade no Japão. 
 

Fez demonstração aplicando o sumi-ê sobre papel. Antes demonstrou como se prepara a tinta e fez com eu examinasse a pastilha de sumi-ê, que também é obra de arte.



Toda decorada com ouro e escultura.
Os pincéis ele garante que também são especiais. Um deles é feito de pelo de uma raça de ratos, chamados de Marta e que está em extinção.
A arte do sumi-ê não é somente decorativa. O objetivo é levar paz aos espectadores, aliás, como tudo que vi nesta visita.



 
Em todos os momentos em que o reverendo expunha seus pensamentos, me frisava para lembrar aos meus alunos, ou para ensinar para eles sobre o que me falava.
Junto das obras de Minoru Nakahashi estão também expostas as Ikebanas do mestre Marcinho, o mesmo que já tivemos oportunidade de mostrar na matéria “Mestre Marcinho e Ikebana Como Vida”, em abril deste ano e que está veiculada na A Revista.



Desde o dia 12/06/2010 esta em exposição, no Templo Luz do Oriente na Rua Itapicuru as obras do Senhor Minoru e de Marcinho. Imperdível! 


Líbano Montesanti Calil Atallah

 

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Líbano Montesanti Calil Atallah