terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

NA LINGUAGEM POPULAR, TODOS SOMOS ARTISTAS - TV ARTPONTO




NA LINGUAGEM POPULAR, TODOS SOMOS ARTISTAS

Embalagens de sucrilhos, tudo bem. Personagens de seriados de televisão, também, mas depende a época. Quando começa com ícones, de qualquer coisa, do barroco mineiro, clichê da indústria cultural, pop, etc. Meu! Eu tenho quinhentos alunos, que estudam comigo na E.E.Prof. Esli Garcia Diniz, em Arujá. Se eu começar a falar assim, lá, vou tomar sapatada.
Vamos para o argentino que recortou aspas de frases impressas ou páginas posteriores da transparência. Ainda diz que seu interesse é o processo, que leva de um objeto serializado a outro.
Para com isso, ô!
Se na Bíblia Deus complicasse tanto, muitas igrejas já teriam falido. As linguagens complicadas, esnobes não permitem nenhuma comunicação, hoje. Quero dizer, quase nenhuma. Vejam se eu usasse esse tipo de linguagem, meus alunos iriam me chamar de burro, de chato, etc. Mas como uso à deles: fútil, mesmo, fácil e eu me comunico perfeitamente, ensino o que quero, na zoeira ou na calmaria.
Arte é assim ou alcança a nós todos, ou não passa de enganação. Independentemente de ícones, símbolos, valores, linguagens, técnicas ou estilos.
Quando fica essa elite pseudo-entendida falando em linguagem surrealista, a grande massa popular é escanteada, legada ao ostracismo artístico sob a alegação de que arte é somente para quem não é leigo.
É laboratório meu, com resultado prático, todos são gênios e artistas, mesmo no aprendizado ou formando-se. Dentro dos seus limites, esses artistas podem, muito bem, produzir a valer.
Depois, com o passar do tempo vão, com certeza, entender tudo de tudo.
Essa exclusão é uma vergonha!

Líbano Montesanti Calil Atallah
Professor, artista plástico e antiquário


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Líbano Montesanti Calil Atallah